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Áreas de atuação em psiquiatria feminina

O que eu trato
Áreas de atuação
Psiquiatria clínica com foco em saúde mental feminina
Foco clínico

O que eu trato

Atendo mulheres com as mais diversas demandas em saúde mental. O diagnóstico, quando necessário, é sempre um ponto de partida — não um rótulo definitivo. Algumas condições exigem acompanhamento longitudinal para uma definição diagnóstica mais precisa, e isso faz parte de um cuidado responsável.

Ansiedade e transtornos ansiosos

Ansiedade generalizada, crises de pânico, fobias específicas e ansiedade social podem aparecer de formas muito diferentes na vida cotidiana. Para além de nomear sintomas, busco compreender como o sofrimento se relaciona com rotina, trabalho, vínculos afetivos, corpo, história de vida e sobrecarga. Em alguns casos, fatores hormonais, contextuais e relacionais também influenciam a intensidade ou a forma como o quadro se apresenta, tornando insuficiente um tratamento voltado apenas ao controle imediato dos sintomas.

Depressão e transtornos do humor

Episódios depressivos unipolares e quadros do espectro bipolar podem se apresentar com tristeza, perda de energia, irritabilidade, alterações de sono, impulsividade, sintomas mistos ou períodos de aceleração/hipomania. Diferenciar essas possibilidades é essencial, porque o diagnóstico orienta escolhas terapêuticas muito diferentes — inclusive em relação às medicações. A avaliação cuidadosa e seriada considera não apenas sintomas atuais, mas história, contexto de vida, funcionamento, ciclos, relações e respostas prévias a tratamentos.

Trauma e TEPT

Vivências traumáticas podem deixar marcas psíquicas, corporais e relacionais, especialmente quando envolvem violência psicológica, doméstica, sexual ou experiências repetidas de desamparo. O cuidado exige escuta cuidadosa, respeito ao tempo da paciente e atenção a sintomas como hipervigilância, revivescências, evitação, dissociação, alterações de sono e queixas somáticas. O objetivo não é reduzir uma história de sofrimento a um diagnóstico, mas compreender como o trauma segue interferindo na vida — e quais formas de cuidado podem ajudar.

TDAH em mulheres

O TDAH em mulheres pode ser reconhecido tardiamente, especialmente quando aparece menos como hiperatividade visível e mais como desatenção, desorganização, procrastinação, esquecimento, dificuldade de sustentar tarefas e prejuízos persistentes de funcionamento. A avaliação precisa considerar sintomas desde a infância, presença em diferentes contextos, impacto funcional, histórico escolar, demandas atuais, estratégias de compensação e diagnósticos diferenciais. Também é importante compreender como expectativas de desempenho, trabalho, estudos e cuidado podem mascarar ou agravar prejuízos já existentes. Nem toda desatenção é TDAH — e é justamente por isso que a investigação cuidadosa importa.

TOC e transtornos relacionados

O transtorno obsessivo-compulsivo e condições relacionadas, como tricotilomania e comportamentos repetitivos focados no corpo, podem ocupar muito tempo e gerar sofrimento intenso, mesmo quando são vividos em silêncio. A avaliação considera obsessões, compulsões, rituais mentais, vergonha, impacto funcional e formas de evitação. Também é importante compreender como esses sintomas atravessam rotina, vínculos, sexualidade, autocuidado e exigências de controle, pensando um cuidado que não se limite ao uso de medicações.

Transtornos de personalidade

Alguns padrões persistentes de sofrimento, vínculo, impulsividade, medo de abandono, rigidez ou instabilidade emocional podem estar relacionados a transtornos de personalidade, como o transtorno de personalidade borderline (TPB), transtorno de personalidade dependente ou transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva. Mais do que fornecer um rótulo, a avaliação precisa compreender história de vida, relações, contexto atual, recursos de apoio e formas aprendidas de lidar com a dor. O cuidado costuma ser longitudinal e pode envolver acompanhamento em equipe, psicoterapia e articulação com outros profissionais, favorecendo formas mais seguras de lidar com afetos, vínculos e conflitos.

Transtornos psicóticos

Sintomas psicóticos podem envolver alterações da sensopercepção, do pensamento, da interpretação da realidade, da organização da vida cotidiana e das relações. A avaliação precisa diferenciar quadros primariamente psicóticos, transtornos do humor com sintomas psicóticos, efeitos de substâncias, condições clínicas e experiências dissociativas ou traumáticas. O acompanhamento demanda longitudinalidade e atenção não apenas à redução dos sintomas, mas também à autonomia, qualidade de vida, rede de apoio e projetos possíveis após a estabilização.

Transtornos por uso de substâncias e dependências comportamentais

O uso problemático de álcool, outras substâncias ou comportamentos compulsivos raramente se sustenta apenas por “falta de força de vontade”. O atendimento busca compreender a função do uso, o sofrimento associado, o contexto social, os padrões de alívio, a impulsividade, as comorbidades e os impactos na vida cotidiana. O cuidado precisa acontecer sem julgamento, mas com direção: construindo estratégias possíveis, realistas e compatíveis com a história e o momento de cada paciente.

TEA em mulheres

O autismo em mulheres pode passar despercebido por anos, especialmente quando há mascaramento, adaptação social intensa ou apresentações clínicas menos reconhecidas pelos estereótipos tradicionais. A avaliação precisa considerar desenvolvimento, sensorialidade, comunicação, relações, exaustão, sofrimento associado, diagnósticos diferenciais e o peso das expectativas sociais sobre como mulheres deveriam se comportar. Quando há suspeita, o acompanhamento deve ser individualizado, evitando tanto a negligência diagnóstica quanto a patologização apressada de diferenças, formas de funcionamento ou modos de estar no mundo.

Avaliação diagnóstica complexa

Alguns quadros clínicos não se encaixam facilmente em categorias diagnósticas simples — e forçar esse encaixe pode prejudicar tanto a paciente quanto o tratamento. Nesses casos, é essencial uma avaliação cuidadosa, seriada e contextualizada, considerando sintomas, trajetória, funcionamento, relações, uso de medicações, histórico familiar e condições de vida. Quando indicado, ferramentas como reunião familiar ou contato com outros profissionais podem ampliar a compreensão do caso. Diagnósticos responsáveis levam tempo; isso não é uma limitação, mas uma forma de proteger você de rótulos inadequados e tratamentos equivocados.

Dinâmicas de relacionamento e saúde mental

Padrões relacionais — dependência emocional, dissolução de identidade em relacionamentos, lutos afetivos, violência psicológica, medo de abandono ou repetição de vínculos dolorosos — podem aparecer como parte importante do sofrimento psíquico. Eles não são, por si só, diagnósticos clássicos dos manuais médicos, mas muitas vezes ajudam a compreender sintomas de ansiedade, depressão, trauma, transtornos de personalidade e sofrimento corporal, assim como seus impactos no dia a dia. Considerar relações, gênero, história e contexto não substitui a avaliação psiquiátrica; amplia o cuidado para alcançar a pessoa inteira.

Sobre diagnósticos e relatórios: Algumas condições exigem acompanhamento longitudinal para uma definição diagnóstica mais precisa. Emito relatórios clínicos quando indicados — não como produto isolado de uma única consulta, mas no contexto de um acompanhamento estabelecido. Laudos formais que exigem o título de especialista em Psiquiatria (RQE) estão fora do meu escopo atual. Se essa for sua necessidade específica, recomendo que conversemos antes sobre o que faz sentido para o seu caso.

Sobre encaminhamentos: Quando avalio que a demanda exige um outro perfil de cuidado ou uma atuação multiprofissional além do que ofereço, faço encaminhamentos responsáveis — priorizando profissionais que conheço e confio. O cuidado começa em reconhecer os próprios limites.

Tem dúvidas sobre se a sua situação se enquadra nessas áreas?